27 de fev. de 2011

Dia Nacional do Livro Didático

Sabiam que o dia 27 de fevereiro foi escolhido para homenagear o livro didático?

Segundo a Wikipédia, o livro didático "surgiu como complemento aos livros clássicos, utilizados na escola, inicialmente buscando ajudar na alfabetização e na divulgação das ciências, história e filosofia."

É importante lembrar, caros leitores, que o livro é uma ferramenta indispensável para a nossa evolução, porque além de transmitir conhecimentos ele também nos ajuda a desenvolver o senso crítico e a despertar a criatividade.

Falando em livro, que tal conhecer a origem dos "sebos"?
Quando ainda não havia energia elétrica no mundo, as pessoas liam à luz de velas, fabricadas com gordura animal. Resultado: o manuseio alternado das velas e dos livros sujava as páginas, que ficavam ensebadas. Daí a denominação de "sebo" para as lojas que vendem livros usados e onde se encontram verdadeiras preciosidades literárias. Fuçar sebos é hábito dos que adoram literatura. (Márcio Cotrim)
Abraços!

20 de fev. de 2011

De bem com o planeta



Outro dia, fazendo compras aqui em Belo Horizonte, vi uma cliente do supermercado conversando com a atendente sobre a proibição do uso de sacolas plásticas na cidade a partir do mês que vem. A questão principal era: teria que trazer a sacola de casa ou o estabelecimento ia fornecer “de graça” as tais sacolinhas feitas de material biodegradável? A funcionária não soube responder. (Para quem tem dúvida, biodegradável quer dizer “que se decompõe pela ação de microrganismos”).

O problema com as atuais sacolas plásticas fornecidas pela maioria dos supermercados é que elas não se degradam facilmente na natureza e ficam por aí, entupindo esgotos e causando enchentes. São encontradas até no estômago de tartarugas marinhas, baleias, focas e golfinhos que morrem sufocados.

Estima-se que 1 trilhão de sacolas plásticas são produzidas anualmente em todo o mundo. O Brasil produz mais de 12 bilhões por ano e 80% delas são utilizadas uma única vez. (Fonte: Instituto Akatu pelo Consumo Consciente).

Mas, voltando ao assunto da lei: a partir de 28 de fevereiro próximo, entra em vigor em BH a Lei 9.529/08 que proíbe o comércio de fornecer embalagens que não sejam produzidas de material reciclável ou biodegradável.

Considero válida a iniciativa da prefeitura e penso que vamos acabar nos acostumando a ir às compras levando uma sacola de lona (ou algo parecido) como as pessoas faziam antigamente. Se é para o bem do planeta e para o nosso bem, por que não?

13 de fev. de 2011

A palavra é: APOTEOSE


Praça da Apoteose (Sambódromo do Rio de Janeiro) projetada por Oscar Niemeyer.

Caros leitores, é um belo nome para a praça, não é mesmo? Mas vocês sabem de onde vem o termo?
'Theos é a palavra grega para Deus e está presente em vários termos como ateísmo, teologia e assim por diante. Da mesma forma, em apoteose. O vocábulo grego apotheósis era, entre os romanos, o ato de endeusar um imperador, normalmente depois de sua morte, por ato oficial de grande pompa. Júlio César foi o primeiro a ser apoteotizado, e os demais césares também, menos Nero e Domiciano – Calígula autoendeusou-se ainda em vida. Hoje em dia, apoteose é sinônimo de cena final de um espetáculo que merece louvor especialíssimo a quem se distingue por seu desempenho. Uma das mais impressionantes apoteoses teatrais foi registrada em cena aberta durante a ópera Aída, de Giuseppe Verdi, em sua marcha triunfal, que levou a plateia a aplaudi-la freneticamente durante 18 minutos ininterruptos. Com elefantes e tudo. Quase que a apoteose se transforma em apocalipse.'
Fonte: coluna de Márcio Cotrim - jornal Estado de Minas – 7/2/2011

Abraços!

6 de fev. de 2011

Um dos que...

Algumas expressões da língua portuguesa, embora sejam muito conhecidas, ainda causam dúvida na hora da escrita. Uma delas é “um dos que”. Devemos usar o verbo no singular ou no plural? Leiam a explicação...
Expressão-gilete, um dos que corta dos dois lados. Topa o singular e o plural. Moleza? Nem tanto. O singular é egoísta. Diz que a ação se refere a um só sujeito: O Tietê é um dos rios da capital paulista que deságua no Paraná. (Só o Tietê deságua no Paraná.) João é um dos candidatos à presidência que ataca o antecessor. (Há vários candidatos. Só João ataca o antecessor.)

O plural joga em outro time. Informa que a ação se refere a mais de uma criatura: João é um dos candidatos à presidência que atacam o antecessor. (Vários candidatos atacam o antecessor. João é um deles.)
Fonte: coluna da Dad Squarisi – jornal Estado de Minas – 23/1/2011

Caros leitores, viram como usar o verbo no singular ou no plural vai fazer muita diferença?

Até a próxima!

30 de jan. de 2011

Despedida do trema

Caros leitores, recebi um texto que descreve de forma criativa (e melancólica) o que seria a despedida do trema, após sua extinção pelo acordo ortográfico. Em homenagem aos pontinhos, por muitas vezes esquecidos por nós, e agora abolidos de vez, resolvi postar a carta aqui. Leiam.
'Estou indo embora. Não há mais lugar para mim. Eu sou o trema.Você pode nunca ter reparado em mim, mas eu estava sempre ali, na Anhangüera, nos aqüíferos, nas lingüiças e seus trocadilhos, por mais de quatrocentos e cinqüenta anos.
Mas os tempos mudaram. Inventaram uma tal de reforma ortográfica e eu simplesmente tô fora. Fui expulso pra sempre do dicionário. Seus ingratos! Isso é uma delinqüência de lingüistas grandiloqüentes!
O resto dos pontos e o alfabeto não me deram o menor apoio... A letra U se disse aliviada porque vou finalmente sair de cima dela. Os dois pontos disseram que eu sou um preguiçoso que trabalha deitado enquanto eles ficam em pé.
Até o C cedilha foi a favor da minha expulsão, aquele C cagão que fica se passando por S e nunca tem coragem de iniciar uma palavra. E também tem aquele obeso do O e o anoréxico do I. Desesperado, tentei chamar o ponto final pra trabalharmos juntos, fazendo um bico de reticências, mas ele se negou, sempre encerrando logo todas as discussões. Será que se eu deixar um topete moicano posso me passar por aspas? A verdade é que estou fora de moda. Quem está na moda são os estrangeiros, é o K, o W "Kkk" pra cá, "www" pra lá.
Até o jogo da velha, que ninguém nunca ligou, virou celebridade nesse tal de Twitter, que aliás, deveria se chamar TÜITER. Chega de argüição, mas estejam certos, seus moderninhos: haverá conseqüências! Chega de piadinhas dizendo que estou "tremendo" de medo. Tudo bem, vou-me embora da língua portuguesa. Foi bom enquanto durou. Vou para o alemão, lá eles adoram os tremas. E um dia vocês sentirão saudades. E não vão agüentar.
Nos vemos nos livros antigos. Saio da língua para entrar na história.
Adeus,

Trema.'

(Autoria atribuída a Lucas Nascimento Silva)
Abraços!

26 de jan. de 2011

Pensamento do dia

"Ainda que acorrentados pelo pescoço e destituídos de toda a liberdade, ainda é possível manter uma liberdade que ninguém pode nos tirar: a de escolher o tipo de pessoa que queremos ser."

(Ingrid Betancourt)

15 de jan. de 2011

A palavra é: AQUICULTURA

Caros leitores, parece até que houve erro de digitação no título, mas a palavra está certa. Vocês já conheciam?
'Aquicultura é sinônimo de criação de animais aquáticos, como peixes e frutos do mar. Ideli Salvatti, recém-nomeada ministra da Pesca e Aquicultura, demonstrou, em seu discurso de posse, a intenção de aumentar o consumo de pescado no Brasil. Disse ainda que o ministério pretende incluir o peixe na merenda escolar e equiparar a produção de pescado à da agricultura. Salvatti lamentou, no entanto, o fato de a verba para investir na aquicultura ainda ser pequena.

Definição do iDicionário Aulete: (a.qui.cul.tu.ra) s.f.

1. Tec. Atividade técnico-científica-econômica destinada à criação de seres vivos aquáticos (peixes, crustáceos, algas, etc.), com o objetivo de aumentar a produtividade dos ambientes em que vivem.
[F.: aqu (i)- + -cultura.]'
Fonte: www.aulete.com.br (Palavra do dia)

Até a próxima!

1 de jan. de 2011

Bem-vindo, Ano-novo!


Foto tirada de um chalé, com vista para a Serra da Canastra em Minas Gerais.
"Houve um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa e me sentia completamente feliz.

Houve um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém a minha alma ficava completamente feliz.

Houve um tempo em que minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.

Houve um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.

Mas quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim."
(Cecília Meireles)
Caros leitores, desejo que em 2011 tenhamos a capacidade de nos encantar com os pequenos acontecimentos que nos cercam e, assim, sejamos também completamente felizes!

Tudo de bom!