30 de out de 2010

A vírgula

Que tal conhecer um pouco mais sobre a vírgula?
'A palavra vírgula vem de longe. Nasceu no latim. Lá, queria dizer varinha. Também significava pequeno traço ou linha. Depois, virou sinal de pontuação. Indica pausa rápida, menor que o ponto. A mocinha atravessou os séculos. No caminho, suscitou discussões. Alguns afirmam que seu emprego é questão de gosto. A gente põe o sinalzinho onde tem vontade. Outros dizem que basta ler a frase. Parou pra respirar? Pronto. Taca-lhe a vírgula. Aí surge um problema. Como os gagos e os asmáticos vão se virar?

Há situações e situações. Nalgumas, a vírgula é facultativa. Aí não há erro. Você acerta sempre. Noutras, obrigatória. É o caso da separação dos termos explicativos. Esse emprego encuca Daisy Rabelo. Eis a frase que lhe rouba o sono.

A prefeita de Contagem, Marília Campos, e o secretário de Estado do Desenvolvimento Regional e Política Urbana, Dilzon Melo, acertaram os detalhes do projeto.

O termo explicativo tem várias caras. Uma é velha conhecida. Chama-se aposto. Ele facilita a vida do leitor. Mas a ausência dele não causa prejuízo ao entendimento da frase.

Compare as frases:

-O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, prepara nova viagem.

-O ex-presidente da República Itamar Franco morou no exterior.

Por que um nome vem entre vírgulas e o outro não? As situações são tão parecidas. É chute? Não. O segredo está no que vem antes do nome. No primeiro exemplo, é presidente da República. Quantos existem no Brasil? Só um. Luiz Inácio Lula da Silva é termo explicativo. Funciona como aposto. Daí as vírgulas. (Esse é o caso das frases da Daisy. Contagem só tem uma prefeita e um secretário de Desenvolvimento Regional. Marília Campos e Dilzon Melo são termos explicativos).

Mas há mais de um ex-presidente. Se eu não disser a quem me refiro, deixo o leitor numa enrascada. Posso estar falando de José Sarney, Collor, FHC, Itamar Franco. Aí só há um jeito: dar nome ao boi. Itamar Franco é termo restritivo. Não aceita vírgula'.
Fonte: Coluna da Dad Squarisi - jornal Estado de Minas – 23/8/2009

Caros leitores, por hoje é só.

Abraços!

23 de out de 2010

Pensamento do dia


"Uma mente que se abre a uma nova
ideia jamais voltará ao seu tamanho original."

(Albert Einstein)

16 de out de 2010

Dica cultural



Até a próxima!

3 de out de 2010

Vote em... Quem?

A postagem de hoje, dia de eleição, é uma homenagem aos candidatos que optaram por apelidos curiosos, que beiram o bizarro, para concorrer aos cargos de deputado estadual e federal. Eles alegam que o nome engraçado fica gravado na memória das pessoas.

Como a lista é grande, selecionei alguns deles:

- Milton Pão Véio (PTB)
- Broinha (PSC)
- Gordo Feliz (PMN)
- Parrudo 2010 Minas Avança (PRTB)
- Mão Limpa (PTC)
- Frangão (PSB)
- Guedes Mister M (PSDC)
- Nego Anjo (PDT)
- Breoso (PSC)
- Ralado (PV)
- Só Alegria (PTdoB)
- Mim Mesmo (PRP)
- Mãe Preta (PMN)

Isso sem falar nos conhecidos Tony Play (PTB), Zoi Bad Boy (PSB) e Thomaz Desentupidora Rola B (PHS). Esse último, que concorre pela terceira vez, é dono da desentupidora Rola Bosta. De acordo com a Lei Eleitoral, o nome registrado pelo candidato “não pode atentar contra o pudor, nem ser ridículo ou irreverente”. Por isso, o TRE não permitiu que Thomaz utilizasse o nome completo da empresa, restando a ele se conformar com a redução para Rola B.

Segundo o cientista político da PUC Minas Gilberto de Barros, “embora muitos desses candidatos não tragam consigo o poder econômico, eles trazem, talvez, um poder social importante em sua vivência na comunidade que representam, mesmo quando não conseguem se eleger”.

Caros leitores (e eleitores), não posso terminar essa postagem sem comentar sobre a propaganda eleitoral na televisão. Será que os candidatos entendem o que estão dizendo? Alguns são hilários... Tem um candidato a senador cujo mote de campanha é lutar para extinguir o Senado Federal que, segundo ele, não tem utilidade para o País. E tem também um candidato que diz: “É hora de renovar. Conto com o seu voto para o meu terceiro mandato!...”

Fonte: jornal O Tempo – 15/8/2010