30 de abr de 2009

E o controle de qualidade?

Caros leitores, vejam mais um exemplo de situação embaraçosa, causada pela falta de revisão do texto.



Imaginem a tristeza da D. Laura, coitada, ao ver a homenagem no jornal...

É por isso que eu digo: revisão não é "neura" e nem perda de tempo, é controle de qualidade.

Abraços!

29 de abr de 2009

De bem com a nova ortografia - o Acordo



Como vocês sabem, entrou em vigor no Brasil o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.
A partir de janeiro deste ano, algumas palavras sofreram alterações na sua grafia e isso está deixando todo mundo de cabelo em pé... Mas haverá um período de transição, o que significa que teremos um prazo – mais precisamente até dezembro de 2012 – para nos adaptar às novas regras. Até lá serão aceitas as duas formas de escrita.

O objetivo do tal Acordo é unificar a ortografia em oito países que adotam o idioma oficialmente, facilitando o intercâmbio cultural e científico. A grafia é alterada, mas a pronúncia continua igual. Para sanar todas as dúvidas que possam surgir (e elas devem surgir principalmente por causa do hífen), foi lançada em março a 5ª edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), já com as novas regras ortográficas.

Falando nisso, vocês sabem a diferença entre vocabulário ortográfico e dicionário? O vocabulário apresenta apenas a grafia e a categoria gramatical das palavras. Já o dicionário traz também o significado delas.

Mas, querem uma sugestão? Não tenham pressa em comprar o VOLP. Explico: li um artigo de Pasquale Cipro Neto, na Folha de S. Paulo do dia 16 de abril, falando da possibilidade de Portugal não aderir ao Acordo Ortográfico (existe uma petição contra). E se aderir, pode ser que o País exija o cumprimento integral do artigo 2º do documento – ele determina a elaboração de um vocabulário ortográfico comum da língua portuguesa “tão completo quanto desejável e tão normalizador quanto possível, no que se refere às terminações científicas e técnicas...” O professor Pasquale alerta para a possibilidade de Portugal querer participar da elaboração desse outro vocabulário e aí, adeus VOLP...

A dica é acessar o site http://www.academia.org.br/ da Academia Brasileira de Letras – clicar em NOSSA LÍNGUA, depois em BUSCA NO VOCABULÁRIO – para pesquisar a grafia correta das palavras. Por enquanto, o site não está atualizado com as mudanças, mas isso deve acontecer em breve.

Então, vamos combinar: se alguém tiver notícia sobre a questão do Acordo Ortográfico em Portugal (ou do desacordo, no caso) conte pra nós. A intenção é “trocar figurinhas” mesmo...

Acessem o blog sempre que puderem, pois as novas regras ortográficas constarão nas próximas postagens. Afinal, pra que esperar até 2012? Melhor a gente encarar essas mudanças, o quanto antes, e ficar de bem com a nova ortografia...

Até a próxima!

25 de abr de 2009

Quem mexeu nesse queijo?

A palavra muçarela é um exemplo típico de como o povo faz a própria Língua. Alguém um dia imaginou (ou traduziu por conta própria) que deveria escrevê-la com SS e assim o fez. Outros tiveram o mesmo pensamento. Dessa forma, o delicioso queijinho foi passando de mesa em mesa, alheio a questões ortográficas. Vale comentar que a escrita incorreta em anúncios e cardápios não causa estranhamento algum...


Li uma matéria da professora Dad Squarisi (vejam, na sequência, parte do texto) sobre a polêmica criada após a realização de um concurso público, na cidade de Jundiaí. Motivo: ninguém acertou a questão sobre a grafia correta da tão conhecida muçarela. Afinal, todos conviviam em perfeita harmonia com a outra, aquela com SS, e estava difícil de engolir essa com Ç. Mas é como diz o Arnaldo C. Coelho: “a regra é clara!” E a regra nesses casos é ditada pelo Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, o VOLP, da Academia Brasileira de Letras. Lá todos podem procurar à vontade que não vão encontrar nenhuma mussarela.
Concurseiros em polvorosa
Os concursos estão em alta. Com razão. Submeter-se a processo seletivo é a forma mais democrática de conseguir emprego. Os aprovados entram no serviço público pela porta da frente. É uma glória. Adeus, pistolão! Adeus, favores políticos! Outro dia, a Prefeitura de Jundiaí abriu concurso para o cargo de educador social. A turma ficou em polvorosa. Varou noites e noites debruçada nos livros. No dia da prova, estava afiada que só. Mas uma questão levantou polêmica na cidade. Cobrava a grafia correta do queijo que faz a festa das pizzas. Qual é ela?
a. Mussarela
b. Muçarela
A polêmica
Segundo o dicionário Houaiss, a grafia correta é com ç. (Também existe a forma mozarela.) Estranheza e revolta tomaram conta dos candidatos. Pelo menos 50 participantes entraram com recurso para reclamar da questão. Mas as queixas provavelmente serão vãs. João Celso Neto dá notícias do vaivém da polêmica.
Autor do livro Gramática do português culto falado no Brasil e professor de língua portuguesa da USP, Ataliba Castilho estranhou a grafia da palavra com ç. “Eu mesmo achei que fosse com ss. Sempre escrevi e li desse jeito. Estou surpreso”, disse. O professor fez questão de consultar o Houaiss para constatar que sua antiga “mussarela” estava errada.
Para ele, a confusão é comum devido à origem do vocábulo. “Em italiano, ele é escrito mozzarella, com zz, por isso as pessoas costumam fazer a tradução do jeito mais próximo ao cotidiano. Mas a palavra já foi aportuguesada”, explicou. Castilho deu exemplo da palavra pizza, que, diferentemente do queijo, mantém a grafia italiana.
Poucos entendem tanto de queijo quanto Severino do Ramo Santos Soares, 33 anos. Há 15 anos ele trabalha como pizzaiolo e manuseia cerca de 40 quilos de muçarela por dia. “Nunca tinha ouvido falar que é com ç. Nos cardápios dos lugares em que trabalhei sempre estava com ss e, graças a Deus, ninguém reclamou. Nem da gramática, nem do gosto da minha muçarela”, brincou.
O gerente do restaurante Vesúvio, Rogério Antônio Fuziger, também estranhou a forma correta. Em sua pizzaria, o cardápio informa “mussarela”, do jeito considerado errado. “Ninguém disse nada. Até poderia mudar e colocar com ‘ç’. Mas aí sim o pessoal iria reclamar”, brincou.
É isso, leitor. A língua tem razões que a própria razão desconhece.
(Fonte: site correioweb.com.br)
Por hoje, é só. Caso queiram deixar algum comentário, sintam-se à vontade.
Abraços!

21 de abr de 2009

Sejam bem-vindos!

Disse o Barão de Itararé: “O português é uma língua muito difícil. Tanto que calça é uma coisa que se bota, e bota é uma coisa que se calça.”
A fala do Barão é interessante, mas prefiro pensar que a língua portuguesa não é tão difícil assim. Digo que é rica de possibilidades... E bota possibilidades nisso!!!
Escrever um bom texto exige dedicação. Dizem que requer 10% de inspiração e 90% de transpiração. De preferência, sem correria. É como construir uma casa: o pedreiro começa com a alvenaria e passa depois para o acabamento (e não acabamento final, o que seria um baita pleonasmo). Com a redação é mais ou menos assim. Em primeiro lugar, é aconselhável anotar as ideias principais e organizá-las para dar uma boa sustentação e coerência ao texto. Em seguida, é fundamental fazer uma leitura (ou várias) verificando se a redação está clara, correta e objetiva. É bom lembrar que uma obra não é considerada pronta antes do acabamento. Também o texto necessita de uma boa revisão antes de ser finalizado.
Vejam só o que pode acontecer quando não se faz uma revisão do texto:


Cômico ou trágico? A verdade é que isso acontece mais vezes do que se imagina, principalmente nos dias de hoje, quando tudo é feito às pressas, na base do “copiar e colar”...
Minha intenção ao criar este blog é compartilhar informações, dicas e curiosidades sobre a nossa língua portuguesa. Espero, sinceramente, que essa iniciativa traga alguma contribuição para os leitores.
Sejam bem-vindos!