30 de jun de 2011

Faltou revisão...

Caros leitores, a postagem de hoje foi sugerida por um amigo (Warleson), depois de ler uma matéria publicada ontem no jornal Estado de Minas. Vejam:



O Governador errou e o digitador também...

Abraços!

26 de jun de 2011

A palavra é: TARTAMUDEZ

O significado dessa palavra um tanto esquisita é:

1 Estado ou condição de tartamudo.
2 Embaraço ou dificuldade de falar; GAGUEIRA; GAGUEZ.

A fonoaudióloga Beatriz Tolentino Gontijo define que “a gagueira é uma alteração da fluência verbal, caracterizada por bloqueios na emissão, prolongamentos ou repetições de fonemas ou sílabas”. A especialista diz que o tratamento deve ser feito por foniatras ou fonoaudiólogos, o mais precocemente possível, para que a gagueira possa ser curada ou atenuada.
Quem assistiu ao filme “O Discurso do Rei”, estrelado por Colin Firth (Oscar de melhor ator), pôde conhecer um pouco das dificuldades enfrentadas por quem tem esse problema.

O escritor José Saramago, que também era gago, disse: “Os que gozam da sorte de uma palavra solta, de uma frase fluida, não podem imaginar o sofrimento dos outros...”

Também o ator Bruce Willis diz ter gaguejado muito dos 9 aos 17 anos e que o sintoma diminuía quando ele estava representando. Ele brinca: "Eu continuo gaguejando, mas se eu conseguir fazê-lo rir, talvez você nem perceba."

Já o escritor Machado de Assis, dizem, carregava consigo algumas mágoas em decorrência do preconceito sofrido por ser mulato, gago e ter epilepsia.

A Associação Brasileira de Gagueira ensina como agir diante de um gago:

1. Evite dizer coisas do tipo: “fale devagar”, “respire” ou “relaxe”. Esses conselhos não ajudam e podem até atrapalhar.
2. Deixe a pessoa perceber que você está realmente prestando atenção no que ela está falando ao invés de “como” ela está falando.
3. Procure não tentar completar as frases.
4. Trate a gagueira com naturalidade e sem julgamentos.
5. Nunca ria da gagueira de alguém.

É isso mesmo! Afinal, compreensão e respeito não fazem mal a ninguém...

Fontes: Dicionário Aulete e Jornal O Tempo – 15/6/2011

12 de jun de 2011

A palavra é: DELETAR

O verbo deletar, comum na informática, significa suprimir ou apagar algum texto ou arquivo. Mas a língua é muito dinâmica e hoje em dia a palavra é usada popularmente em várias outras situações, com o significado de eliminar ou fazer desaparecer. Um exemplo: “Ela disse que iria deletá-lo da sua vida”. Até aí, caros leitores, nada de novo. Mas vocês sabiam que o verbo deletar tem origem no latim? Pois é. Vem do termo delere, que significa destruir. Confiram essa e outras curiosidades na entrevista da professora de português Alexandra Sousa, que foi ao ar no programa Bom Dia Minas em 10 de junho, data em que é comemorado o Dia da Língua Portuguesa.



Abraços!

4 de jun de 2011

Sobre o livro “Por uma vida melhor”


Quando assisti à matéria do Jornal Nacional sobre o livro “Por uma vida melhor”, fiquei muito assustada. Pobres alunos! Como é que se pode aprender a língua portuguesa desse jeito? E por vários dias, ouvi opiniões indignadas a respeito da tal obra aprovada pelo MEC.

Até que alguém chegou pra mim e disse: “Mas você leu o livro?...” Não, caros leitores, eu não tinha lido e estava formando minha opinião sobre o todo baseada no conhecimento de uma parte.

Depois de ler o capítulo polêmico do livro, parei um pouco para refletir. Sugiro que façam o mesmo depois de ler este trecho:
Da mesma forma que uma criança aprende a falar observando os outros falarem, o aprendizado da língua escrita requer acesso a textos escritos, ou seja, aprendemos a ler lendo e a escrever escrevendo. A leitura e a escrita necessitam de prática. Por isso, mesmo que uma ou outra atividade de escrita lhe ofereça dificuldade, você deve se empenhar ao máximo para realizá-la. Procure reler e revisar o que foi escrito, e, quando necessário, passe o texto a limpo. No começo, você pode achar difícil, mas os resultados compensarão.
E este:
A norma culta existe tanto na linguagem escrita como na linguagem oral, ou seja, quando escrevemos um bilhete a um amigo, podemos ser informais, porém, quando escrevemos um requerimento, por exemplo, devemos ser formais, utilizando a norma culta. Algo semelhante ocorre quando falamos: conversar com uma autoridade exige uma fala formal, enquanto é natural conversarmos com as pessoas de nossa família de maneira espontânea, informal. Assim, os aspectos que vamos estudar sobre a norma culta podem ser postos em prática tanto oralmente como por escrito.
Isso me pareceu bom. E pedagógico.

Por acaso, lembrei-me de um padre muito culto, cujos sermões não eram assimilados pela maioria das pessoas lá no interior de Minas. A linguagem rebuscada do vigário não era adequada para aquela ocasião, então, de que adiantava uma oratória tão primorosa se não conseguiam entendê-lo?

Voltando ao livro, o ministro da Educação, Fernando Haddad, em entrevista à rádio CBN, afirmou: “Estamos envoltos em uma falsa polêmica. Ninguém está propondo ensinar o errado.” Ele explicou que os livros enviados ao MEC são entregues para comissões avaliadoras, formadas por professores de universidades federais. Depois de aprovados, são apresentados em um guia às escolas que escolhem o material didático.

Caros leitores, todos sabemos da importância de estudar e aprender, afinal, o conhecimento abre caminhos para o nosso sucesso. E as escolas, é claro, continuarão empenhadas no ensino da língua culta, porque ela é fundamental para que as pessoas assumam sua plena cidadania.

Penso que houve um estardalhaço (desnecessário) em cima de uma questão mal compreendida. O que pude perceber é que o livro admite a existência de diferentes linguagens, uma mais formal e outra mais relaxada, dependendo da situação. O próprio jornalista Alexandre Garcia, quando condena o livro e diz que existe no Brasil uma “chancela para a ignorância”, inicia sua fala no Bom Dia Brasil desta forma: “Renata, quando eu tava no 1º ano do grupo escolar...” Ele pode?

Até a próxima!