26 de jun de 2010

"Santo casamenteiro"

No dia 13 de junho, comemora-se o dia de Santo Antônio. Vocês sabem por que ele é tão querido pelas mulheres e conhecido como "santo casamenteiro"? Existem várias explicações. Já ouvi dizer que ele ajudava a pagar o dote exigido das moças pela família dos pretendentes. Outros dizem que era um ótimo conciliador de casais. Há também outra versão, talvez a mais conhecida, que é contada agora pela professora Dad Squarisi.
"Matrimônio, matrimônio, isso é lá com Santo Antônio." Por quê? A história vem lá de Portugal. Dizem que uma moça linnnnnnda vivia em Lisboa. Apesar da beleza, porém, não arranjava casamento. O tempo passava, passava, passava. A ameaça de virar titia ganhava cores cada vez mais vivas. O que fazer? Em vez de se entregar à sorte cruel, a bela comprou uma imagem de Santo Antônio. Todas as noites rezava, rezava, rezava. E lhe dava um vintenzinho. Os dias, os meses, os anos transcorriam. E nada. A dúvida pintou. Teria ela escolhido o cupido certo? No desespero, jogou a estátua janela afora. O milagre! Na calçada caminhava um belo mancebo. Ao receber o baque na cabeça, olhou pro alto e viu de onde o objeto havia partido. Santo intato em mão, subiu a escada e tocou o sino (não havia campainha). A jovem casadoira abriu a porta. Ops! Mirou o mancebo. O mancebo a mirou. Foi paixão à primeira vista. O casamento veio como consequência. A história correu o mundo. Santo Antônio ganhou a fama com a qual dorme na cama.
Caros leitores, se isso aconteceu mesmo, como saber? Mas até que é uma explicação interessante...

Até a próxima!

19 de jun de 2010

José Saramago


José Saramago na cidade espanhola de Lanzarote (Ilhas Canárias) em 1996
(Foto: Sebastião Salgado)


"Hoje, sexta-feira, 18 de junho, José Saramago faleceu às 12h30 horas [horário local] na sua residência de Lanzarote, aos 87 anos de idade, em consequência de uma múltipla falha orgânica, após uma prolongada doença. O escritor morreu estando acompanhado pela sua família, despedindo-se de uma forma serena e tranquila", dizia uma nota assinada pela Fundação José Saramago.

Caros leitores, ontem, o mundo perdeu um dos maiores escritores do nosso tempo, condecorado com o prêmio Camões, pelo conjunto da obra, e vencedor do prêmio Nobel de Literatura. Saramago tinha a língua afiada e escreveu livros polêmicos, mas sempre foi admirado pela sua atuação contra as injustiças e os grandes poderes econômicos.

"O homem mais sábio que conheci em toda a minha vida não sabia ler nem escrever", disse o escritor português ao receber o prêmio Nobel, em 1998, citando o avô, analfabeto.

15 de jun de 2010

"Gol de placa"

Como a maioria dos brasileiros, fui liberada do trabalho mais cedo para assistir ao jogo do Brasil. A expectativa era de chegar em casa, fazer uma porção generosa de pipoca e me acomodar no sofá a tempo de ouvir o Hino Nacional, o que acabou não acontecendo graças ao congestionamento no trânsito (até aí, nenhuma novidade). Só alcancei a metade do 1º tempo e vi que não tinha perdido muita coisa. Eu esperava que o time do Zangado, ou melhor, do Dunga jogasse bonito lá na África. Não jogou, ainda. Ficou apenas aquela sensação do "dever cumprido", só isso...

Mas, falando em futebol, a postagem de hoje é sobre a origem do termo "gol de placa". Quem explica é o jornalista Márcio Cotrim:
A palavra goal, objetivo, meta, é inglesa, mas não há um súdito de Sua Majestade que grite goal! quando a bola entra. O que se escuta do estádio é aquele ohhhh!! típico da fleugma britânica. Já a expressão "gol de placa" é a glória máxima do gol. Ele aconteceu em pleno Maracanã em 5 de março de 1961, num jogo entre Fluminense e Santos. Pelé, no meio do campo, partiu em disparada. Levou seis adversários de roldão até ver-se diante de um perplexo goleiro Castilho. Aí, só teve o trabalho de empurrar a bola para o fundo das redes, para assombro de tricolores frustrados, mas maravilhados. Joelmir Betting, repórter esportivo na época, ficou tão impressionado que sugeriu a confecção de uma placa que eternizasse o feito. Uma semana depois ela foi inaugurada pelo próprio Pelé no saguão do Maracanã. Joelmir, sempre espirituoso, assim se referiu ao episódio: "Nunca fiz gol de placa, mas fiz a placa do gol".
Até a próxima!

13 de jun de 2010

A nova ortografia com uma pitada de bom humor

Caros leitores, vejam a opinião de José Simão, colunista de humor do jornal Folha de São Paulo, sobre o Acordo Ortográfico e aproveitem para gravar algumas regrinhas:



Abraços!

6 de jun de 2010

Pensamento do dia


“Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”.

(Cora Coralina)

3 de jun de 2010

"Drible da vaca"



Caros leitores, o assunto agora é Copa do Mundo. Só se fala nisso... Então, para entrar no clima, a postagem de hoje é sobre futebol. Quem aí nunca ouviu falar do "drible da vaca"?

Leiam a explicação do jornalista e escritor Márcio Cotrim sobre a origem do termo...

Antes de tudo, o berço da palavra drible. Vem do inglês dribbling, ato de driblar, gingar o corpo controlando a bola com o pé, enganar, ludibriar o adversário.

Você já viu jogo de futebol numa fazenda? Pois é, nele, quando menos se espera, uma vaca invade o campo e o jogador tem que dar o drible da vaca, ou seja, jogar a bola por um lado e sair correndo — da vaca . . . — pelo outro.

Foi o fenomenal Garrincha quem popularizou a expressão, pois ele, quando menino, era useiro e vezeiro em driblar vacas de Pau Grande — não se impressione, estou é falando do nome da cidade do Estado do Rio de Janeiro em que ele nasceu . . .

O mais célebre de todos os dribles da vaca foi o que Pelé aplicou no arqueiro uruguaio Mazurkievicz na Copa do Mundo de 1970, realizada no México. E com requinte adicional: nem tocou na bola, enriqueceu a jogada com um drible de corpo no goleiro!

Numa grande injustiça, essa obra-prima do futebol não teve final feliz: a bola não entrou, tirou tinta da trave! Mesmo assim, até hoje provoca assombro em quem revê o incrível lance do velho e fascinante esporte bretão. . .

Fonte: www.marciocotrim.com.br

Abraços!