27 de set de 2009

Hino Nacional agora é obrigatório

Outro dia, falei aqui sobre o Hino Nacional Brasileiro e de como as pessoas acham difícil compreender sua letra, além de se enrolarem bastante na hora de cantá-lo. Mas, a recente mudança na lei nº 5.700 (de 1971) poderá contribuir para melhorar esse quadro: a partir de agora, o Hino deverá ser executado pelo menos uma vez por semana nas instituições públicas e privadas de ensino fundamental.

A proposta é de autoria do deputado federal Lincon Portela (PR-MG) e já foi sancionada. Para ele, a lei visa “estimular a noção de patriotismo e civismo entre jovens.”

Algumas escolas já adotam essa prática há muitos anos. Os professores acreditam que isso até auxilia no aprendizado dos alunos de maneira geral, pois eles ficam mais disciplinados.

Seria importante também que os professores “traduzissem” antes para as crianças (se já não o fazem) a letra do Hino, trocando em miúdos mesmo. Entender o que se diz é bem melhor do que ficar apenas repetindo palavras rimadas, sem saber o seu significado...

De acordo com a diretora de escola Maria de Lourdes Rodrigues, “o ato de executar o Hino Nacional, além de hastear a bandeira do Brasil, promove nos alunos uma conscientização sobre os deveres do cidadão perante a pátria.”

Então, que o Hino Nacional seja bem-vindo!

Fonte: jornal O TEMPO – 23/9/2009

20 de set de 2009

Sobre a pontuação



'Um homem rico estava muito mal, agonizando. Pediu papel e caneta. Escreveu assim:

Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres.

Morreu antes de fazer a pontuação. A quem deixava a fortuna? Eram quatro os concorrentes.

1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito:

Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

3) O padeiro pediu cópia do original. Puxou a brasa para a sardinha dele:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta interpretação:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres.'

Caros leitores, vejam a confusão que pode ocorrer por causa da pontuação, ou pela falta dela, no caso.

Quando escreverem um texto, leiam (se possível em voz alta) como se nada soubessem do assunto, para ver se ficou bem claro. Às vezes, uma pontuação incorreta pode mudar todo o sentido do que se quer dizer.

E quanto àquela história (que nos ensinaram na infância) de que colocamos vírgula na hora de respirar, esqueçam! Não é bem assim que a coisa funciona.

Mas a vírgula é assunto para a gente falar em outro dia...

Abraços!

13 de set de 2009

Dica cultural



A dica da semana é o evento Terças Poéticas, no Palácio das Artes, com o lançamento do livro Escrituras Bordadas, de Flávia Craveiro.

A história contada no livro começou no ano de 1995, quando um grupo de mulheres, simples e batalhadoras, resolveu iniciar um movimento com o objetivo de conseguir sua própria moradia. O assunto ganhou até destaque na mídia.

Um dos cenários desse episódio foi a conhecida Igreja São José, no centro de Belo Horizonte, em cujos jardins ficaram acampadas mais de 300 famílias em barracas de lona.

Instaladas tempos depois em Vila Mariquinhas, onde moram até hoje, essas mulheres resolveram retratar, por meio do bordado, sua trajetória de luta, de sofrimento, a amizade construída nessa época e os desafios enfrentados até a realização do sonho da casa própria.

Então, caros leitores, anotem aí:

Terças Poéticas - Poetas Flávia Craveiro e Vera Casa Nova e as Bordadeiras da Vila Mariquinhas
Local: jardins internos do Palácio das Artes
Data: 15 de setembro – terça-feira
Horário: 18h30
Entrada franca
Classificação etária: livre
Informações: (31)3236-7400

Abraços!

A palavra é: GAMBIARRA

'Ano passado, no Distrito Federal, mãe e filho morreram eletrocutados quando o menino, de 2 anos, tocou em um varal próximo a uma gambiarra ligada à corrente elétrica. Ao tentar salvar o filho, a mãe de 33 anos também foi vitimada.

A palavra “gambiarra” tem sua etimologia obscura e, no texto acima, designa uma extensão irregular para levar eletricidade a determinado ponto. O termo também pode designar uma solução improvisada com o objetivo de resolver um problema, na maioria das vezes num ambiente doméstico.

Definição do “iDicionário Aulete”: (gam.bi.ar.ra) s.f.

1. Extensão de fio elétrico, com um ou mais bocais de lâmpada: Uma gambiarra iluminava o jardim.
2. Bras. Pop. Extensão ilegal para levar eletricidade a algum ponto ou remediar improvisadamente uma passagem de corrente elétrica; GATO
3. Pop. P.ext. Qualquer solução improvisada para resolver um problema, ger. do ambiente doméstico.
4. Teat. Fileira de refletores suspensa acima do palco.
[F.: obsc.]'

Fonte: www.aulete.com.br (Palavra do dia)

Mas, às vezes, caro leitor, a gambiarra é tão inusitada que nos chama a atenção... Como esta, por exemplo:



Até a próxima!

8 de set de 2009

Ouviram do Ipiranga...

Ainda no clima do "7 de setembro", pergunto a vocês, caros leitores: alguém aí se lembra do Hino da Independência do Brasil? A letra foi composta por Evaristo da Veiga e a música é do próprio Dom Pedro I. Vou ajudá-los... Começa assim: Já podeis da Pátria filhos/Ver contente a Mãe gentil/Já raiou a Liberdade/No Horizonte do Brasil...

Dizem que o Hino da Independência foi adotado como Hino Nacional, mas quando Dom Pedro começou a perder popularidade, essa composição, muito associada à sua figura, passou a ser também desprestigiada e acabou sendo substituída pela melodia atual do Hino.

Nos últimos dias, um episódio envolvendo o Hino Nacional mereceu muitos comentários: na abertura de um evento na Assembleia Legislativa de São Paulo, a cantora Vanusa foi convidada para entoar o Hino, mas acabou desentoando... Uma cena lamentável!

Mas eu não estou aqui hoje para falar da Vanusa. O destaque é para o Hino Nacional Brasileiro, que completou cem anos. Apesar dessa longa e respeitável trajetória, ainda não é fácil para o povo entender o seu significado. Isso porque o autor Osório Duque Estrada utilizou um vocabulário mais elaborado, que não faz parte da nossa linguagem habitual. Frases como "O lábaro que ostentas estrelado..." soam meio misteriosas nos ouvidos das pessoas.

E como se não bastasse, “O poeta preferiu usar e abusar das inversões e o brasileiro não gosta muito da inversão da frase. Elaborar naquele tempo era uma técnica que era louvada”, diz o escritor Domício Proença Filho.

Vejam como ficaria parte do Hino, de acordo com o professor de português Sérgio Nogueira, caso tivesse sido escrito na ordem direta e com palavras mais simples:
As margens calmas do Ipiranga ouviram o grito que ecoou forte de um povo heroico. Nesse instante, o sol da liberdade brilhou no céu da pátria com os raios luminosos. Se conseguimos conquistar com força a garantia da igualdade, nosso peito, que somos nós próprios, com liberdade desafiamos até a morte...

Os brasileiros, muitos deles, além de não assimilarem bem o significado da letra do Hino Nacional, pioram bastante a situação na hora de cantá-lo. Assistam ao vídeo a seguir e percebam como a coisa é, ao mesmo tempo, cômica e trágica...




Fontes: Wikipédia e Portal G1

Abraços!